Um pouco da nossa história
A Editora Antroposófica foi fundada em 1981, com a finalidade de oferecer ao leitor brasileiro um amplo acesso a textos de antroposofia e temas afins. Oriunda de uma atividade editorial iniciada, na década anterior, no âmbito escolar da Associação Pedagógica Rudolf Steiner, tornou-se então uma empresa apta a editar e comercializar livros para o público em geral. Voltada inicialmente para textos básicos de Rudolf Steiner (o fundador da antroposofia 1861–1925), com o crescimento do interesse do público e a demanda das instituições antroposóficas, passou a diversificar a temática e os autores publicados, abrangendo hoje inúmeras áreas e dezenas de autores. Suas publicações, dirigidas a públicos de várias idades, visam fomentar o autodesenvolvimento e uma sólida ampliação cultural.
Desde 1995 funciona, junto a sua sede, uma livraria própria que oferece também brinquedos pedagógicos de materiais naturais, peças de artesanato e livros que conversam integralmente com a antroposofia.
Sobre antroposofia
Remontando às suas raízes linguísticas, a palavra “antroposofia” (do grego anthropos - “ser humano” e sophia - “sabedoria”) significa “sabedoria a respeito do ser humano”.
Elaborada, em seus princípios, pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), procura satisfazer a busca de conhecimento do ser humano moderno a respeito de si mesmo e de suas relações com todo o universo, respondendo, de forma adequada ao seu nível de consciência, às antigas e recorrentes perguntas: – Quem sou eu? De onde venho? Aonde vou? Qual é o sentido de minha existência?
Insatisfeito com as soluções apontadas até agora para suas questões metafísicas, o ser humano da atualidade já não se contenta em crer – na verdade, ele deseja saber sobre os enigmas da existência, para os quais não encontra respostas acessíveis nem na religião nem nas ciências modernas. Se, por um lado, a via do misticismo lhe cobra a renúncia a qualquer cogitação racional, por outro lado a ciência lhe oferece um árido intelectualismo que condena a legitimidade de seus anseios espirituais.
Ora, a antroposofia procura atender a essa busca de conhecimento sem incorrer em tais unilateralidades. Parte do fato de que a capacidade cognitiva do ser humano pode ser elevada da percepção sensorial e do pensar normal a estados superiores de conhecimento e de consciência, sem que a pessoa tenha de renunciar à plena lucidez de sua mente. Proporciona ao ser humano um conhecimento da essência superior que permeia e transcende sua corporalidade material, fisicamente perceptível. Suas pesquisas atestam que a expressão física da figura humana constitui apenas um “núcleo” denso de uma natureza mais ampla e pluri-organizada, cujo conhecimento abre imensas perspectivas para uma verdadeira compreensão da existência e de suas relações cósmicas. A esse conhecimento superior revela-se, então, a visão de uma realidade não-física que permeia o universo e a própria entidade humana, acrescentando uma dimensão espiritual aos valiosos conhecimentos acumulados pela ciência. Esse conhecimento pode e deve ser alcançado com plena lucidez, dispensando estados de êxtase ou uma consciência embotada.
É, portanto, com um pensar consciente – fortalecido pela prática de exercícios apropriados – que o estudioso da antroposofia pode ter acesso a realidades cósmicas mais abrangentes, das quais o próprio ser humano é uma síntese incontestável. Para isso dispõe de métodos objetivos e científicos. É nesse sentido que se pode denominá-la também como ciência do espírito, aplicável, na prática, a todos os domínios da vida humana.
